Piracicaba · Engenheira agrônoma

Conhecimento técnico a serviço da política pública.

Engenheira agrônoma pela Esalq-USP e bacharel em Direito, com especializações em ciência política e gestão ambiental. Vereadora de Piracicaba entre 2017 e 2020 e secretária municipal de Agricultura e Abastecimento entre 2021 e 2024.

Conheça a trajetória
Nancy Thame de blazer azul, em pé, com as mãos à frente, olhando para a câmera.
  • Engenheira agrônoma — Esalq-USP
  • Bacharel em Direito
  • Especialista em ciência política e gestão ambiental
  • Educação ambiental e transição para sociedades sustentáveis
  • Vereadora de Piracicaba — 2017–2020
  • Secretária de Agricultura e Abastecimento — 2021–2024
  • Diretora da Escola do Legislativo — 2017–2020

Perfil

Entre o campo, a academia e o serviço público.

Filha e neta de agricultores e comerciantes, Nancy Ferruzzi Thame é natural de Lucélia, no oeste paulista. Fez o colégio em Campinas e veio a Piracicaba para o cursinho e, em seguida, para a engenharia agronômica na Esalq-USP — curso e cidade que adotou de vez. Compartilhou o apreço por Piracicaba com o marido, Antonio Carlos de Mendes Thame, falecido em 2022, cuja trajetória política também foi marcada por ampla dedicação ao município.

Primeira mulher da família a concluir uma graduação — e a primeira a se formar na USP.

É também bacharel em Direito, com pós-graduação em gestão ambiental e ciência política e especialização em educação ambiental e transição para sociedades sustentáveis. Foi docente e coordenadora do curso de Agronomia na Unoeste, em Presidente Prudente, encarregada de treinamentos no Ministério da Agricultura, empresária e diretora de Horto Florestal — função em que respondeu pelas políticas ambientais do município.

Envolveu-se com a atuação política ainda jovem, com foco em capacitação política, fortalecimento da participação feminina e elaboração de políticas públicas. Foi presidente estadual e vice-presidente nacional do segmento mulher e integrou a diretoria do Instituto Teotônio Vilela.

Candidatou-se pela primeira vez em 2016, à Câmara de Vereadores de Piracicaba, e foi eleita. Cumpriu o mandato entre 2017 e 2020 e, de 2021 a 2024, esteve à frente da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento. É mãe de três filhos e avó de dois netos.

Trajetória

Uma trajetória em capítulos.

Da infância no interior paulista à atuação institucional, as etapas que formaram uma engenheira agrônoma e gestora pública.

Retrato em preto e branco de Nancy Thame ainda menina.

Origem no interior paulista

Infância em Lucélia, em uma família de agricultores e comerciantes. A convivência com a vida rural desde cedo moldou o olhar que ela levaria depois para a formação técnica e para a gestão pública.

Nancy Thame criança, de véu e vestido branco, segurando um livro.

Uma família que apostou na educação

Filha de pais que não tiveram acesso ao estudo, cresceu em uma casa onde a formação era prioridade. Tornou-se a primeira mulher da família a concluir uma graduação.

Duas fotografias antigas: Nancy Thame jovem em uma estrada de terra e em uma plantação de milho.

A escolha pela agronomia

A proximidade com a produção agrícola veio antes da universidade e definiu a escolha profissional: a agronomia como forma de compreender o território, o alimento e os recursos naturais.

Recorte de jornal sobre feira de tecnologia, com fotografia de Nancy Thame em uma estufa.

Formação, docência e coordenação

Formada em engenharia agronômica pela Esalq-USP, atuou como docente e coordenadora do curso de Agronomia na Unoeste, em Presidente Prudente, e foi encarregada de treinamentos no Ministério da Agricultura.

Registro de imprensa da época
Recorte de jornal sobre o horto municipal e o plantio de mudas na cidade.

A primeira gestão pública

Como diretora de Horto Florestal, respondeu pelas políticas ambientais do município, com atuação centrada em arborização urbana e produção de mudas.

Registro de imprensa da época
Nancy Thame no campo, ao lado de um produtor rural, sobre uma plantação de folhosas.

Agricultura familiar

A atuação junto a produtores rurais consolidou o repertório técnico que depois estruturaria programas municipais de fomento, assistência e abastecimento.

Nancy Thame durante encontro na Escola do Legislativo, com plateia majoritariamente feminina.

Formação política e cidadania

A implantação da Escola do Legislativo de Piracicaba transformou a formação cidadã em programa permanente, com regimento próprio, convênios e grade de cursos abertos ao público.

Nancy Thame ao microfone em mesa de plenário, durante fórum de sustentabilidade.

Atuação institucional

Presidência de comissões, fóruns permanentes e audiências públicas fizeram do planejamento territorial sustentável o eixo que organiza toda a atuação.

Mandatos

Do Legislativo ao Executivo, sem mudar de agenda.

Oito anos de serviço público em duas funções distintas — e as mesmas prioridades em ambas: território, alimento, meio ambiente e participação.

2017–2020 Vereadora · Câmara Municipal de Piracicaba

O mandato parlamentar organizou-se em três eixos: gestão e planejamento territorial sustentável, defesa dos direitos e proteção das mulheres e formação política e cidadania — com atenção transversal à sustentabilidade nas áreas rurais, ao empreendedorismo feminino e à representatividade da mulher nos espaços de decisão.

Foi autora e coautora de leis e decretos legislativos, entre eles as diretrizes da política municipal de enfrentamento à violência contra a mulher e da rede de prevenção, atendimento e proteção; a “parada segura” para mulheres e idosos no transporte público; a criação da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara; e a inclusão do Festival CURAU e do Dia Internacional da Tolerância no calendário oficial do município.

Criou os Fóruns Permanentes de Gestão e Planejamento Territorial Sustentável, de Arborização Urbana e de Empreendedorismo Feminino. Presidiu por quatro anos as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, e dirigiu a Escola do Legislativo desde a sua implantação.

Pelo Fórum de Gestão e Planejamento Territorial Sustentável, apresentou emendas à revisão do Plano Diretor com base no Estatuto da Cidade, propondo uma cidade mais compacta e menos desigual: redução de vazios urbanos, otimização da infraestrutura existente e freio à expansão do perímetro urbano.

1º lugarPrêmio Paulista de Boas Práticas Legislativas 2017 — Fórum de Empreendedorismo Feminino
1º lugarPrêmio Paulista de Boas Práticas Legislativas 2018 — Escola do Legislativo
4 anosà frente das comissões de Meio Ambiente e de Agricultura
2021–2024 Secretária Municipal de Agricultura e Abastecimento

À frente da Sema, conduziu políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável, ao fortalecimento da produção local e à segurança alimentar e nutricional.

Com 82% do território de Piracicaba em área rural, a gestão priorizou a implementação do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, previsto no Plano Diretor. O trabalho começou por uma reestruturação administrativa da secretaria — infraestrutura, atualização do parque de máquinas, concursos e capacitação de equipe — que deu base para ampliar as ações.

Programas consolidados foram fortalecidos, como os Varejões Municipais, o Serviço de Inspeção Municipal e a manutenção de estradas e pontes rurais. Novas iniciativas foram criadas ou ampliadas: o Programa Patrulha Agrícola, o Programa Municipal de Adequação Ambiental Rural, o Programa Municipal de Agricultura Urbana, o Selapir (Selo Local de Alimentos de Piracicaba), a Cozinha Experimental, o programa Rotas Rurais, além da ampliação das compras públicas da agricultura familiar e do Pagamento por Serviços Ambientais.

A institucionalização foi tratada como prioridade: regulamentações, leis e previsão orçamentária para assegurar continuidade às políticas de fomento e abastecimento. O diálogo permanente com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e a articulação com os municípios da Região Metropolitana de Piracicaba e com a CATI consolidaram a atuação regional.

82%do território municipal é área rural — foco central da gestão
55 mil mudasplantadas em 21 hectares de áreas de preservação permanente
52 pontesrurais reformadas e reconstruídas
4 anosconsecutivos de premiação no programa estadual Município Agro

Áreas de atuação

Agricultura sustentável

Soberania e segurança alimentar e nutricional: fortalecimento da agricultura familiar, compras públicas, assistência técnica, agricultura urbana e valorização do alimento de origem local.

Meio ambiente

Água, regeneração florestal e política de resíduos, articulados ao planejamento territorial: recuperação de nascentes e de áreas de preservação, arborização urbana e desenho de cidades mais compactas e menos desiguais.

Empoderamento feminino

Rede de proteção e enfrentamento à violência, procuradoria da mulher, empreendedorismo feminino e ampliação da presença de mulheres nos espaços de poder e decisão.

Formação para cidadania

Educação cívica como política permanente: cursos, ciclos de palestras e debates gratuitos sobre orçamento público, plano diretor, direitos humanos e participação popular.

Planejamento territorial

Plano diretor, regularização fundiária, mobilidade e habitação social — o eixo que atravessa e conecta todas as demais áreas.

O mandato também alcançou saúde, educação e cultura

Da Semana de Conscientização da Alergia Alimentar ao Festival CURAU no calendário oficial, passando pela cobrança por creches, por atendimento no SUS e pela preservação do patrimônio da cidade.

Posições

A participação das mulheres na política

Em 23% dos municípios brasileiros, nenhuma mulher foi eleita.

A baixa presença feminina no Legislativo tem relação direta com a estrutura partidária, em que a direção dos partidos permanece majoritariamente masculina. Em um ambiente assim, conquistar uma cadeira significa que alguém precisa abrir espaço — e esse movimento, nos lugares de poder, é dos mais difíceis.

Soma-se a isso o desequilíbrio no financiamento de campanhas femininas: com frequência, mulheres são procuradas para preencher a cota partidária obrigatória, e não para efetivamente ocupar o espaço. E há o peso histórico — o direito ao voto feminino só veio em 1946, e a igualdade e a equidade só foram consagradas na Constituição de 1988.

Em todos os países, a conquista de direitos iguais exigiu organização das mulheres, mesmo onde a lei já os garantia. Por isso a participação feminina na política é condição para a democratização real dos espaços de decisão.

Os desafios da gestão pública

Há um desafio que atravessa praticamente todos os outros: o planejamento urbano sustentável e inclusivo.

Todas as áreas são prioritárias na gestão pública e precisam ser pensadas de forma integrada, com ênfase em planejamento — é o que permite melhorar de fato a infraestrutura urbana e rural, a saúde, a educação, a habitação, a geração de renda, a mobilidade, o equilíbrio orçamentário e a transparência.

A desigualdade social é um fenômeno de toda parte, mas no município ela aparece na forma de muitas pessoas morando em condições irregulares e insalubres, com recursos escassos para intervenção. As necessidades são básicas: saneamento, melhoria habitacional, transporte.

Enfrentar isso exige dedicação a projetos de longo prazo e o aproveitamento do potencial de parcerias com universidades, empresas, organizações da sociedade civil e demais instituições capazes de cooperar com boas práticas.

Realizações

Um histórico verificável, item por item.

Cada realização abaixo leva à fonte oficial: portal da Prefeitura de Piracicaba, site da Câmara Municipal ou veículo de imprensa. Filtre por período, por tema ou busque por uma palavra.

    Política pública que dura é a que foi planejada, regulamentada e orçada.

    Nancy Thame de suéter verde-oliva, sorrindo, com o celular na mão.

    Contato

    Aberta ao diálogo.

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